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Audiência na Bahia conclama união de forças em defesa dos bancos públicos
Terça, 10 Outubro 2017 12:33

Com o objetivo de discutir os impactos da reestruturação dos bancos públicos na economia baiana, aconteceu nesta segunda-feira (09), na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, uma audiência pública organizada pela Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (FEEB) e o Sindicato dos Bancários da Bahia (SEEB-BA), com o apoio do deputado estadual Jean Fabrício (PCdoB).

Na mesa de debates, participaram o deputado federal, Daniel Almeida (PCdoB), os presidentes da Federação, Emanoel Souza; e dos Sindicatos da Bahia, Augusto Vasconcelos, e de Feira de Santana, Sandra Freitas, e da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-BA), Pascoal Carneiro; e os representantes da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Ferreira; da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), Gilberto Antônio; da Associação dos Gerentes do BB (AGEBB), Levi Gomes; da Associação dos Economiários Aposentados da Bahia, Ademilton Ferreira; da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Fábio Ledo; e da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), Jeane Pereira.

Em sua exposição, Jair Ferreira destacou a importância dos bancos públicos para a sociedade brasileira por terem o papel de indutores do desenvolvimento econômico nacional; de investimento em períodos de crise econômica; de regulação do mercado financeiro; de geração de empregos diretos e indiretos; de operadores de políticas públicas de forma mais eficiente e barata; e de administradores dos fundos constitucionais.

Sobre a situação dos bancos na Bahia, afirmou que dos 417 municípios do estado, 268 têm bancos públicos; e das 1039 agências bancárias existentes, 576 são de instituições públicas (55%). Além disso, 80,66% das operações de crédito na Bahia são destas instituições.

Fábio Ledo reforçou o papel importante destes bancos em várias políticas públicas e sociais, como os contratos do FIES e no financiamento da agricultura familiar. No estado, informou que, após a política de desmonte do Governo Temer, houve uma diminuição de funcionários na Bahia e 45 agências foram atingidas, com 12 fechadas e 33 se transformaram em postos de atendimento.

Jeane Pereira lembrou a importância do BNB para o desenvolvimento de uma região carente como o Nordeste, financiando não só a agricultura familiar como a agroindústria. Denunciou que está em andamento um processo de sucateamento das agências bancárias, com diminuição dos funcionários e fechamento de algumas unidades.

Segundo Augusto Vasconcelos, o desmonte destes bancos é “um ataque ao desenvolvimento do país”, pois interfere em várias políticas públicas: “É importante que nesta audiência fique claro que o principal ataque é contra a população brasileira, contra as políticas públicas”, afirmou. Demonstrou que há uma diminuição do emprego bancário na Bahia e que a região Nordeste tem sido a mais prejudicada com este processo. “Nossa luta vai precisar ampliar. Precisamos ganhar a sociedade. Estamos numa luta para defender os interesses da maioria da população brasileira, pois depende da atuação dos bancos públicos”, conclamou.

Sandra Freitas avaliou que este tipo de audiência deve servir de exemplo para todas as cidades do interior da Bahia e também outros estados: “Precisamos replicar este tipo de movimento e enfrentar os ataques contra os bancos públicos. Estaremos na luta! Não vamos aceitar isto de cabeça baixa!”, desabafou.

Para o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), “os bancos públicos tiveram em outros momentos ameaças, mas este parece ser mais grave, pois acontece dentro de um contexto de ataque à soberania do país e às políticas públicas”. O parlamentar acredita que é necessário confiar na capacidade de luta e resistência do nosso povo, pois não há ninguém que nunca teve contato com um banco público. “Vivemos um momento de apatia, de descrédito, de descrença, mas precisamos superar isto. É um processo autoritário que não tem preocupação em prestar contas, não leva em conta a reação popular”, avaliou.

Daniel sugere que outras audiências públicas devem ser realizadas nas assembleias legislativas, câmaras de vereadores e no Congresso Nacional, buscando envolver parceiros que são vítimas das políticas do Governo Temer, como os empresários. “Não podemos perder a esperança!”, encorajou.

Ao final do encontro, Emanoel Souza, presidente da Federação, defendeu a necessidade de unir forças de todas as tendências, sem preconceito, para defender os bancos públicos: “A defesa dos bancos públicos é a defesa do Estado brasileiro contra o ataque do liberalismo mais feroz. Não podemos ter preconceito”, alertou.

Presenças – Estiveram presentes também na audiência bancários, sindicalistas e representantes da Associação de Gestores da Caixa Econômica Federal do Estado da Bahia (AGECEF-BA), da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF), da Cooperforte e da Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa Econômica Federal (FENAG).

Demonstrando a importância do debate, participaram da audiência os presidentes e representantes dos sindicatos filiados da Federação com base na Bahia: Bahia (Augusto Vasconcelos), Feira de Santana (Sandra Freitas), Extremo Sul (Carlos Eduardo), Barreiras (Aderbal Batista), Jacobina (Cristener Albuquerque), Jequié (Marcel Cardim), Juazeiro (Maribaldes da Purificação), Irecê (Carlos Alberto), Camaçari (Ronaldo Nascimento), Itabuna (Jorge Barbosa) e Vitória da Conquista (Paulo Barrocas).

FEEB-BA/SE

 

 

 

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